Os Heróis nunca morrem!

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Heroes never die!

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

DAN INOSANTO – O DISCÍPULO MAIS FAMOSO DE BRUCE LEE


Dan Inosanto, junto com Jesse Glover, James Yimm Lee e Taky Kimura, foi um dos principais colaboradores de Bruce Lee nos seus primeiros anos nos Estados Unidos. Sua experiência inicial em artes marciais como o Shorinji Kempô, Judô e Karatê japoneses, suas pesquisas e prática na Eskrima (conhecida também como Kali ou Pencak Silat) e a habilidade no manejo de diversas armas brancas, como os bastões, espadas, facas filipinas e nunchaku japonês, despertou certamente em Bruce Lee o desejo de experimentar outras possibilidades de combate além do Kung Fu chinês. Assim, é inegável sua influência na busca de Bruce Lee pela livre e total expressão do indivíduo dentro do combate real. Dessa forma, tomei a liberdade de fazer uma pequena homenagem ao explorador incansável e mestre guerreiro das artes marciais, norte-americano de nascença, mas de raizes profundas nas ilhas filipinas, Sifu Dan Inosanto.


Dan Inosanto – Ele nasceu em 24 de julho de 1936, na cidade de Stockton, Califórnia (EUA) e foi batizado com o nome Daniel Arca Inosanto. Foi casado com Sue Inosanto, de quem se divorciou e atualmente está casado com Paula Inosanto. Inosanto é pai de três moças, Diana Lee Inosanto (o “Lee” de seu nome foi uma homenagem a Bruce Lee); Lance Arca Inosanto e Danielle Inosanto. Diana Lee Inosanto, filha com sua primeira esposa, nasceu em 1966, na cidade de Torrance, Califórnia, e é a mais famosa das três irmãs; sendo também artista marcial e uma bela atriz. Diana, fez alguns filmes de artes marciais que não tiveram muita repercussão no Brasil como, The Sensei.

Dan Inosanto e sua filha Diana Lee Inosanto, atriz e artista marcial.
O Começo nas Artes Marciais - Aos dez anos de idade, Dan Inosanto teve seu primeiro contato com as artes marciais. Foi durante o verão de 1947 quando recebeu algumas aulas de Okinawa Te (karate primitivo de Okinawa) e Jiu-jitsu. Apesar de ter se identificado com as artes marciais japonesas na ocasião, se deixou levar pelos esportes convencionais no Whitworth College de Spokane, Washington, como o futebol americano e o atletismo.
No entanto, dez anos depois, em 1957, receberia a faixa prêta em Judô de um professor chamado Duke Yoshimura. Permanceceu treinando Judô até 1959, quando prestou serviço militar na 101ª Divisão Aérea de Pára-quedistas em Fort Campbell, Kentucky. Nessa fase de sua vida, Dan Inosanto conheceu outras marciais como o Karate e Shorinji Kempô. Aos 24 anos, em 1961, foi finalmente dispensado do serviço militar e mudou-se para Los Angeles.
Dan Inosanto foi logo em busca do aprendizado de Shorinji Kempô, sabendo que o maior expoente dessa arte marcial na cidade era um tal de Ed Parker, considerado o “Pai do Karate Americano”. Ed Parker era conhecido por sua busca pela prática efetiva de combate, tendo adquirido considerada experiência em brigas de rua quando ainda prestava serviço militar no Havaí.

Ed Parker com o jovem Bruce Lee. Parker foi uma pessoa decisiva nas vidas de Lee e Inosanto.

Dan Inosanto com mestres de Eskrima ou Kali filipinos, na década de 1970.
Com Ed Parker, Inosanto conquistou sua faixa-prêta em Shorinji Kempô e ainda foi incentivado por ele a explorar e aprender as artes de combate tradicionais das Filipinas. Dan procurou por seu pai que o apresentou à imigrantes filipinos estabelecidos em Los Angeles que dominavam a arte de combate com armas e mãos nuas chamada Eskrima, Arnis ou Kali, dependendo da região de origem (e variantes conhecidas da mesma raiz como o Pencak Silat, da Indonésia e o Silat Melayu, da Malásia. Dentre estes mestres filipinos estariam, Max Sarmiento, Angel Cabales e Johnny Lacoste.   

Após a mudança de Taky Kimura para Seattle, Inosanto passou a ser a "cobaia"
de Lee em Los Angeles.
O Encontro com o Dragão - Em 1964, Ed Parker estava organizando o Primeiro Campeonato Internacional de Karate em Long Beach, na Califórnia. Parker estava precisando de alguém que acessorasse e acompanhasse, durante sua permanência na cidade, um convidado ilustre para o campeonato, um jovem mestre de Kung Fu que iria fazer uma demonstração de sua arte no evento. Inosanto foi incubido de tal tarefa e o nome do jovem mestre era Bruce Lee!
A primeira impressão que Dan Inosanto teve de Bruce Lee não foi muito boa. Bruce era três anos mais jovem que Inosanto e se mostrava muito impetuoso e franco no que dizia, e isso não agradava a muita gente. O ponto positivo nisso tudo era que tudo o que Bruce afirmava poder fazer  ele  cumpria. Muitos artistas marciais eram arrogantes e falastrões mas não garantiam o que falavam, isso não acontecia com Bruce Lee. Com o tempo Dan Inosanto passou a conhecê-lo melhor e começou uma grande amizade.

A parceria de Bruce Lee e Dan Inosanto rendeu bons frutos.
Graças à sua demonstração no torneio de Long Beach, Bruce Lee foi chamado para fazer o teste para o papel de Kato em The Green Hornet (O Besouro Verde), a série de TV cult de uma só temporada, que foi ao ar em 1966. Muitos não sabem, mas no episódio de nº 10 da série, entitulado “The Preying Mantis” (O Louva-a-Deus – 18 Nov. 1966), que se refere ao estilo de Kung Fu com mesmo nome, Dan Inosanto dublou o ator de descendência japonesa Mako, que fazia o papel de Low Sing, o rival  de Kato neste episódio. Em todas as cenas de ação com Low Sing (um perito no  Kung Fu Louva-a-Deus), era na verdade Dan Inosanto quem realmente atuava. Mako aparecia somente nas cenas com diálogos. Logo no início do episódio Kato (Bruce Lee) se depara com Low Sing (Inosanto) e acaba se dando mal, ao ser lançado dentro de um latão de lixo. Mas no derradeiro confronto, Kato o derrota de forma definitiva. 

Dan Inosanto, de vermelho, encara Bruce Lee ou Kato na série de TV, O Besouro Verde.
O primeiro contato que Bruce Lee teve com o nunchaku (dois bastões unidos por uma corda ou corrente) foi em 1966 através de Dan Inosanto, que já os manejava com maestria. Segundo Inosanto, Bruce Lee aprendeu manejar o nunchaku em apenas três meses, sendo que sua técnica se tornou melhor e mais aguçada do que a do próprio Inosanto. Bruce Lee fez uso do nunchaku pela primeira vez, numa cena, no episódio 11 de The Green Hornet, intitulado "The Hunters and the Hunted", ainda em 1966.      

                      

Na segunda metade da década de 1960, Dan Inosanto cooperava com Bruce Lee
 para o desenvolvimento do Jun Fan Gung Fu.
                              
Voltando para 1964, a amizade recente fez com que a dupla começasse a treinar juntos e fazer demonstrações  por toda Chinatown de Los Angeles. Bruce Lee já tinha desenvolvido um sistema que chamava inicialmente de Jun Fan Gung Fu. O sistema era um apanhado de Wing Chun Kung Fu, algumas técnicas dos estilos de Kung Fu do Norte como o Choy Lay Fut, Boxe ocidental, Judô, Eskrima filipina e Wrestling. Era o embrião do que viria a ser denominado mais tarde, Jeet Kune Do. Dan Inosanto passou a ser a “cobaia” oficial de Bruce Lee em diversas demonstrações por Chinatown desde então, já que Taky Kimura (o parceiro usual de Lee) fora obrigado a se mudar definitivamente para Seattle no mesmo ano. Bruce Lee e Dan Inosanto fundaram a primeira academia no bairro chinês de Los Angeles, em fevereiro de 1967.

Duas lendas vivas do Jun Fan Gung Fu e do Jeet Kune Do: Dan Inosanto e Taky Kimura.
A academia era de acesso privado, só se tinha acesso através de convites. Alguns dos alunos mais famosos que passaram a ter aulas com Bruce Lee e Dan Inosanto foram Ted Wong, Daniel Lee, Jerry Poteet, Richard Bustillo, Herb Jackson, Larry Hartsell, Bob Bremer, Pete Jacobs e Steve Golden. Antes de abrir essa escola, Bruce treinava com Dan Inosanto nos fundos da Farmácia de um amigo chamado Wayne Chan, em Los Angeles.

Dan Inosanto carregando o caixão com o corpo de Bruce Lee no enterro em Seattle.
Abaixo, a despedida final.


Dan Inosanto apesar de ser mais reservado para falar, nunca economizou elogios sobre Bruce Lee, dizendo que Lee era realmente um super dotado, suas habilidades eram incríveis, como sua  capacidade de assimilar novidades e técnicas completamente desconhecidas por ele anteriormente. 

Dan Inosanto e Bruce Lee além de parceiros, grandes amigos.
Quando questionavam sobre a real habilidade de luta de Bruce Lee, ele afirmava que a habilidade de Bruce Lee estava além de qualquer outro artista marcial que ele conheceu nos Estados Unidos. Para Inosanto Bruce superava em muito a Joe Lewis, Chuck Norris e Mike Stone, campeões de Karatê esportivo (na verdade Tang Soo Do coreano) da época, a partir da segunda metade da década de 1960. 

A turma pioneira do Jun Fan Gung Fu, de Los Angeles.
O Desenvolvimento do Jun Fan Gung Fu - Apesar de Jesse Glover ter sido considerado o primeiro aluno de Bruce Lee, apenas Taky Kimura, James Yimm Lee (morto em 1972) e Dan Inosanto, tiveram autorização direta de Bruce Lee para lecionar o Jun Fan Gung Fu e mais tarde se tornaria Jeet Kune Do. Jesse Glover preferiu permanecer fiel ao que aprendeu inicialmente com Bruce Lee, o  estilo tradicional Wing Chun de Kung Fu, da escola Yip Man. Segundo Inosanto, Bruce exigia o respeito para com os mais antigos da academia, como Taky Kimura, por exemplo. Para Lee o respeito pela hierarquia era essencial para a  disciplina e aprendizado na academia.

Dan Inosanto com outros alunos famosos em Los Angeles na década de 1960.
Dan Inosanto se formou como instrutor do Jun Fan Gung Fu Institute em 1966, recebendo seu diploma no ano seguinte. Era Inosanto que ministrava as aulas quase na sua totalidade, Bruce esporadicamente aparecia para apresentar novas técnicas em aulas especiais para um grupo de alunos mais  adiantados.

Apesar da morte de Bruce Lee, o Jeet Kune Do sobreviveu. Será?!?
Nessa escola do bairro chinês de Los Angeles, elementos de várias artes marciais foram adicionados ou descartados progressivamente de  1964 a 1967, ao experimentarem técnicas de estilos de Kung Fu como Wing Chun, Choy Lay Fut e Praying Mantis (Louva-a-Deus), Muay Thai, Savate Francês, Eskrima filipina, Boxe ocidental, Wrestling, Esgrima ocidental, etc. Tudo isso era absorvido de forma útil dentro do instituto Jun Fan Gung Fu.
Taky kimura ensina até hoje o Jun Fan Gung Fu em sua academia em Seattle, preferindo não utilizar o termo “Jeet Kune Do”. Dan Inosanto apesar de ensinar tanto Jun Fan Gung Fu como Jeet Kune Do, gera alguma polêmica, pois muitos entendem que Jeet Kune Do era apenas um conceito e não uma arte marcial definida. De qualquer modo, Inosanto não se limita apenas a transmitir o que lhe foi passado por Bruce Lee. Ele ministra também aulas de artes marciais filipinas como a Eskrima e suas variantes, Muay Thai tailandês e até Jiu-Jitsu brasileiro, da família Gracie.

Brandon Lee sempre foi tratado por Dan Inosanto e esposa como um parente próximo.
Relacionamento com Brandon Lee – Ainda jovem e desconhecido da grande mídia, Brandon Lee chegou a treinar com Inosanto. Brandon desde cedo demonstrou estar aberto para qualquer tipo de ensinamento marcial, mas não queria se restringir somente ao Jeet Kune Do, segundo declaração de Inosanto. Brandon se sentia pressionado por ser filho de Bruce Lee, mas queria se expressar nas artes marciais e no cinema de forma autêntica e pessoal. Brandon chegou a convidar Inosanto para participar de seus filmes, mas seu convite foi recusado, porque Inosanto temia ser julgado como um oportunista pela mídia. Apesar de tudo, os dois chegaram a desenvolver um relacionamento quase que familiar, pois Brandon chegou a frequentar a casa de Inosanto regularmente e partilhava com ele e sua esposa suas dificuldades e conquistas.


O Legado de Dan Inosanto – Apesar de ter feito algumas pontas em filmes ou atuando apenas como consultor ou coreográfo de cenas de lutas, a atuação mais marcante de Inosanto nas telas, foi no Jogo da Morte (The Game of Death, 1978), onde ele interpreta um mestre das armas que defendia o acesso a um determinado andar de um pagode coreano. Após derrotar com facilidade, dois parceiros do personagem de Bruce Lee, ele se depara com seu derradeiro oponente. No ápice do combate, ele e Lee demonstram incrível habilidade no manuseio do nunchaku. Evidentemente, Inosanto seria derrotado numa das mais memoráveis cenas dos clássicos das artes marciais já filmados. 



A melhor performance de Dan Inosanto sob a direção de Bruce Lee, foi em o Jogo da Morte (The Game of  Death), 1978. Ambos demonstraram uma perícia incomum com o nunchaku e outras armas brancas.
Inosanto sempre teve que conviver com a sombra de Bruce Lee desde sua morte prematura e misteriosa em  1973. Ele passou a ser caçado pela mídia especializada ou fãs saudosistas do Pequeno Dragão que buscavam dele novidades e “segredos” nunca antes revelados relacionados à sua amizade e parceria com Bruce Lee. Mas aos poucos seu potencial como artista marcial  também foi reconhecido, pois Inosanto não se limitou apenas em divulgar o legado de Bruce Lee e do Jeet Kune Do. Inosanto se aprofundou ainda mais na prática e estudos das artes marciais filipinas e de outras modalidades de combate como  o Savate, Muay Thai e o Jiu-Jitsu. 

Algumas capas de livros, revistas e dvds produzidos com Dan Inosanto.
Foi capa várias vezes da tradicional revista Black Belt e lançou diversos livros sobre o seu vasto conhecimento de combate como, Absorb What is Useful (Jeet Kune Do Guide Book); Filipino Martial Arts; Guide to Martial Arts Training with Equipment; Jeet Kune Do:The Art and Philosophy of Bruce Lee; e hoje, aos 78 anos de idade, Dan Inosanto é venerado como um verdadeiro mestre das artes marciais e uma lenda  vida para os amantes do combate corpo a corpo e atualmente ele é um dos experts mais consultados por lutadores campeões e atores de filmes de ação. A sua contribuição para o mundo das artes de luta foi reconhecida através de muitas premiações, tais como “Instrutor de Jeet Kune Do do Ano”, em 1977;  “Instrutor do Ano“, em 1983; “Instrutor de Defesa Pessoal do Ano”, em 1988; “O Homem do Ano”, em 1996; e foi introduzido definitivamente na “Galeria da Fama” da Revista Black Belt.


Dan Inosanto continua a dar aulas em Los Angeles, na Califórnia,  e ainda viaja pelo mundo participando de exibições, palestras e seminários. A chama do velho mestre de origem filipina continua  ardendo e encantando os apaixonados pelas artes marciais.

Dan Inosanto, além de expert em Jun Fan Gung Fu e Jeet Kune Do, é especialista em Eskrima filipina, Muay Thai e Jiu-Jitsu Gracie.

Por Eumário José Teixeira                                              
                         



sexta-feira, 4 de setembro de 2015

BRUCE LEE E ELVIS PRESLEY - O ENCONTRO DOS DOIS REIS REALMENTE ACONTECEU?


Isso já estava me incomodando há algum tempo, uma foto circulando pela  internet que mostrava Bruce Lee e Elvis Presley lado a lado em algum evento de artes marciais no final da década de 1960. Elvis Presley o "rei do rock" estava com um kimono negro e Bruce Lee, o "rei do kung fu" apenas com um traje esportivo comum para a época. Pela aparência de Elvis, que ainda estava magro; e de Bruce Lee, que aparentava estar em plena forma, o encontro teria ocorrido por volta de 1968 ou 1969, já que Bruce ainda estava nos Estados Unidos, considerando também que Elvis nunca mais teria saído do país após servir o exército numa base da Alemanha Ocidental, de 1958 a 1960.
Mas a foto é uma bela de uma montagem, sim, é isso mesmo. 


Ed Parker recebendo um chute lateral (desajeitado) de Elvis

Ed Parker com o jovem Bruce Lee, por volta de 1964
Os dois poderiam ter ser conhecido já que tinham amigos em comum. Bruce Lee era amigo de Ed Parker (considerado o "pai do karate americano") e Elvis chegou a treinar com o mesmo Parker. Outro amigo famoso de Lee foi o mestre Jhoon Rhee (introdutor do Taekwondo nos EUA) com quem Bruce trocou algumas técnicas de combate em algumas ocasiões.  Não conheço registros, no entanto, de um encontro entre Jhoon Rhee e Elvis Presley.


Mestre Jhoon Rhee trocando chutes com o amigo Bruce Lee


Jhoon Rhee desferindo um chute lateral alto em Muhammad Ali
Jhoon Rhee tinha outro amigo não menos conhecido, ninguém menos que Muhammad Ali, o maior boxeador de todos os tempos. É sabido que Bruce Lee o admirava e foi muito influenciado pelo estilo de boxear de Ali e este, em contrapartida, o respeitava como artista marcial e lamentou muito sua morte em 1973.  


Elvis Presley não se encontrou com Bruce Lee, mas encarou Muhammad Ali, que por sua vez
e provavelmente, também não conheceu o Rei do Kung Fu pessoalmente
Mas não se sabe de algum encontro entre o "rei do kung fu" e o "rei do boxe". Porém, ocorreu outro encontro épico em 1973,  entre Muhammad Ali e o próprio Elvis Presley. 

Joseph Haynes posa ao lado de Bruce Lee, em 1969 - Foto verdadeira
A foto original em questão (acima), esta sim a verdadeira usada para a montagem, foi realizada em 1969, em Washington D.C., por ocasião de um campeonato de Taekwondo, onde o atleta negro Joseph Haynes se destacou na sua categoria. Bruce parabenizou Haynes na ocasião e posou ao seu lado para a posteridade.    


Joseph Haynes, aposentado, exibindo a foto histórica foto com Bruce Lee, acima do seu ombro esquerdo.
Haynes manteve a foto histórica por muitos anos na parede de seu escritório ao lado de diversos diplomas e outros registros fotográficos de suas conquistas.


As duas fotos para comparação: com Haynes e Elvis Presley
Comparem as duas fotos e observem o corte feito na montagem de Elvis e Bruce.  Será que ambos realmente nunca se conheceram, apesar das amizades em comum? Um dia saberemos.


Por Eumario José Teixeira

sábado, 11 de julho de 2015

OS CARROS PREFERIDOS DE BRUCE LEE

 
Nessa postagem quero falar um pouco sobre uma paixão de Bruce Lee, os carros! Mais precisamente pelas marcas Mercedes Benz e Rolls Royce. Sim, Bruce adorava carros e motos também, talvez influenciado desde criança pelos filmes norte-americanos que assistia na infância em Hong Kong, como também pela influência cultural britânica na ilha no pós guerra. É certo um dos seus modelos prediletos era o Rolls Royce, o mesmo usado tradicionalmente pela família real inglesa para os grandes desfiles públicos.

Bruce Lee (à direita) e seu irmão Peter ainda crianças, em Hong Kong, sentados num Rolls Royce modelo parecido com o Phantom IV, de 1950. Na foto, à direita, um legítimo Rolls Royce Phantom IV da década de 1950.

Para comprovar, foi divulgado nas redes uma foto em que Bruce Lee e seu irmão Peter, ainda meninos, estão sentados em cima do modelo clássico de Rolls Royce, provavelmente um Rolls Royce Phantom IV, de 1950.

O Jovem adolescente Lee Jun Fan (Bruce Lee) encostado num
Chevrolet 1948, em Hong Kong. Ele sempre gostou dos carrões americanos.

O jovem Bruce Lee em meados da década de 1960,
na América, em frente a um modelo Desoto de 1958.

Bruce Lee aprecia uma grande foto de um Rolls Royce conversível.  Na foto à direita vemos 
um modelo Silver Cloud III, 1965, semelhante ao da foto nas mãos de Lee.

Há outra fotografia, que muitos dizem se tratar de uma das últimas imagens de Bruce Lee ainda vivo, em que alguém lhe mostra um poster de um Rolls Royce, modelo parecido ao conversível Silver Shadow, de 1965. Bruce estaria próximo de encomendar um, pois era um grande sonho de consumo para ele e o sucesso de seu último filme, Enter the Dragon (Operação Dragão – 1973), provavelmente lhe daria condições para isso.

Bruce Lee em frente ao seu Mercedes-Benz no final 
de 1972 ou início de 1973.



Bruce Lee posa com o seu Mercedes Benz vermelho conversível.

Estilo era com ele mesmo.

Bruce Lee orgulhoso de seu Mercedes Benz, nos estúdios da
Golden Harvest, por volta de 1972.

Bruce Lee posando encostado na traseira de seu Mercedes Benz, em abril de 1972. Ao fundo,
o Hotel Marco Polo no Ocean Terminal, em Hong Kong

Outras fotos mais conhecidas, mostram Bruce Lee em 1972, exibindo com orgulho seu modelo de Mercedes Benz de cor vermelha, placa AX 6521, fruto de seu árduo trabalho. Em algumas fotos ele aparece com sua Mercedes ao lado de uma de suas atrizes preferidas, Nora Miao, no Ocean Terminal em Hong Kong; em outras ao lado de sua esposa Linda Lee; mas na maioria delas, apenas ele sozinho e sorridente.

Bruce Lee e Linda próximos à garagem onde ficava o Mercedes Benz, na área externa
de sua residência na 41 Cumberland Road, em Kowloon Tong, Hong Kong.


Bruce Lee e seu orgulho, o belíssimo Mercedes Benz modelo 1972, placa de Hong Kong, AX 6521


Bruce Lee e Nora Miao encostados no lendário Mercedes Benz vermelho, no Ocean Terminal,
Hong Kong, por volta de 1972.


Nora Miao tirando uma "casquinha" do Mercedes Benz de Bruce Lee.

Os carros foram de certa forma marcantes na vida de Bruce Lee, não há como esquecer do Black Beauty (Beleza Negra), na verdade um Chrysler Imperial 1966 (modificado pelo especialista Dean Jeffries), o carrão preto de motor V-8 que ele dirigia ao interpretar o personagem Kato na série de TV, O Besouro Verde, na década de 1960. Foram fabricados apenas dois Black Beauty para suprir as filmagens da série O Besouro Verde. O Black Beauty juntamente com o Mercedes Benz vermelho, foram adquiridos e expostos no Imperial Palace  em Las Vegas, California, para o deleite dos fãs mais privilegiados do Pequeno Dragão.

Bruce Lee, como Kato, posando na frente do Black Beauty


O impressionante Beleza Negra (Black Beauty), dirigido por Bruce Lee na série
O Besouro Verde (The Green Hornet)


O modelo (à esquerda) que originou o Black Beauty (à direita): um Chrysler Imperial, 1966.

O engraçado de tudo isso é que, segundo consta, Bruce Lee era um motorista ruim. Isso mesmo, o grande atleta e mestre das artes marciais, não tinha habilidade satisfatória com o volante. Isso veio à tona graças ao seu “amigo linguarudo” Bob Wall, campeão norte-americano de Tang Soo Do (Karate coreano) que interpretou o vilão, O’Hara, em Operação Dragão. 

Segundo Bob Wall, Bruce Lee,  o rei do kung fu, era um péssimo motorista, seria mesmo?

Numa entrevista concedida há alguns anos, Bob Wall teria dito que soube da morte de Bruce Lee, em 20 de julho de 1973, por um telefonema de Linda Lee  no momento em que ele e o produtor Fred Weintraub estavam cuidando da produção de um novo filme de artes marciais. Bob teria ficado chocado e se perguntado como poderia ter ocorrido isso, pois Bruce era tão cheio de energia e vitalidade, parecendo que iria passar dos cem anos com facilidade, pois se cuidava com dietas especiais e estava em grande forma física. Assim, perplexo, a primeira coisa que veio à sua mente era perguntar a Linda se ele teria morrido num acidente de trânsito, pois ele considerava Bruce como o pior motorista do planeta. Segundo ele, Bruce era totalmente disperso enquanto dirigia, sua mente vagava a vários quilômetros por hora, sempre pensando em novas idéias para seus filmes ou em inovações práticas para as artes marciais e, é claro, ele tentava acompanhar tais pensamentos dirigindo distraidamente sua Mercedes.

Modelo de Mercedes Benz conversível 1972, semelhante ao de Bruce Lee

Pois é, quem diria...verdade ou mentira sobre sua inabilidade para guiar, é certo que Bruce Lee, o “pequeno dragão”, tinha um gosto sofisticado para carros e não os pode desfrutar satisfatoriamente em virtude de sua precoce e misteriosa morte.

Por Eumário J. Teixeira