RIP SIFU TAKY KIMURA - 1924/2021

RIP SIFU TAKY KIMURA - 1924/2021

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

TAKY KIMURA, O AMIGO MAIS FIEL DE BRUCE LEE, FALECEU!


É com pesar que informo o falecimento de Sifu Taky Kimura, 96 anos, ocorrida nesta quinta-feira, 07 de janeiro de 2021. 
Taky Kimura era considerado o amigo mais fiel de Bruce Lee. Quando se conheceram em 1959, Bruce Lee tinha chegado recentemente aos EUA, Kimura tinha 35 anos e Bruce Lee apenas 19 anos.

Sifu Taky Kimura, mestre na simplicidade, humildade, sabedoria,
lealdade e gratidão.

A  amizade entre os dois foi instantânea, apesar da considerável diferença de idade.
Kimura, filhos de japoneses, ainda que cidadão norte-americano, foi descriminado durante a Segunda Grande Guerra Mundial, sendo confinado (quando tinha por volta de 18 anos de idade)  com a família para o campo de concentração de Tule Lake destinado à descendentes de japoneses, entre 1942 e 1946, na Califórnia.  

O maduro Taky Kimura (à esquerda) e o jovem Bruce Lee
(à direita) em Seattle, por volta de 1959.


Taky Kimura (de azul) posa com Bruce Lee para ilustrar o livro
Chinese Gung Fu: The Philosophical Art Of Sel-Defense,
 lançado em 1963, por Bruce Lee.

Taky Kimura (de frente) se lança contra Bruce Lee em 
demonstração para o Torneio Internacional de Karate
 de Long Beach, em 1967.

Kimura foi um dos primeiros alunos de Bruce Lee em solo americano. Graças ao incentivo do jovem amigo, Taky Kimura começou a ver novas perspectivas para sua vida. Passou a treinar com Bruce Lee e readquiriu a auto-confiança e o amor próprio que havia perdido em Tule Lake, mas sempre mantendo a simplicidade, humildade e caráter característicos de quem conquistou definitivamente a amizade e consideração por parte de Bruce Lee. Fizeram demonstrações juntos de Kung Fu e Jeet Kune Do, respectivamente, em 1964 e 1967, no Torneio Internacional de Karate de Long Beach, na Califórnia.

Taky Kimura e seu principal  aluno, Abe Santos,
agora instrutor e dirigente do Jun Fan Gung Fu  Institute, em Seattle, 
visitando os túmulos de Bruce e Brandon Lee no Lake View Cemetery.


Taky Kimura ao lado de seu filho (adotivo) Andrew Taky Kimura, 
também instrutor e dirigente do Jun Fan Gung Fu Institute.

Após se tornar instrutor da academia fundada por Bruce Lee em Seattle, o Jun Fan Gung Fu Institute (embrião do Jeet Kune Do), Kimura manteve o legado do seu jovem mestre intacto, sem deturpações ou corrupções de sua instrução e filosofia.

O jovem Taky Kimura, nos primórdios do Jun Fan Gung Fu, 
mais tarde conhecido como Jeet Kune Do.

Após a morte de Bruce Lee em 20/07/1973, aos 32 anos, Taky Kimura demonstrou toda a sua gratidão pelo que Bruce Lee representou em sua vida. Kimura manteve a academia de Seattle, seguindo rigorosamente os ensinamentos do seu mestre e ainda serviu como guardião e zelador dos túmulos de Bruce Lee e de seu filho Brandon, morto aos 28 anos, em 31 de março de 1993, tão precocemente quanto o pai.

Taky Kimura carregando o esquife de Bruce Lee, no enterro em Seattle,
em julho de 1973.

Ilustração a partir de uma foto feita em meados de 1960
 dos dois eternos e leais amigos, Taky Kimura e Bruce Lee.

Kimura deixa a família, incluindo seu filho Andrew Taky Kimura e seu fiel aluno e dirigente do Jun Fan Gung Fu Institute de Seattle, Abe Santos.
Que DEUS receba o nobre Taky Kimura em seus braços. Amém!

Mais informações sobre a vida de Taky Kimura é só acessar a postagem neste mesmo blog, digitando esse link na caixa de busca acima: TAKY KIMURA, O FIEL GUARDIÃO DO LEGADO DE BRUCE LEE

Por Eumário J. Teixeira.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

BRUCE LEE E O JUDÔ


Bruce Lee chegou aos Estados Unidos em 1959, aos 19 anos de idade. Em sua bagagem marcial constava mais ou menos quatro anos de treinamento de Wing Chun, sob a supervisão do lendário mestre Ip Man e incluindo aulas particulares com o aluno mais adiantado da escola, Wong Shun Leung. Não esquecendo sua curta experiência com o boxe amador intercolegial, já que ele acabou por vencer o tricampeão inglês, Gary Elm, se tornando o atual campeão representando o Colégio Saint Francisco Xavier, um ano antes.

Bruce ainda era um jovem imaturo quando chegou aos EUA, mas era corajoso e ambicioso, e tinha uma enorme sede de aprendizado. Não demorou muito para que procurasse as mais diversas formas de artes marciais disponíveis para expandir o seu conhecimento sobre o combate corpo a corpo. Ele tinha a consciência de que tudo o realizasse na nova terra, ele teria que fazê-lo melhor do que qualquer outro, pelo simples fato de ser estrangeiro e ser de descendência oriental.

Lee estava numa "terra de gigantes" e ele teria que enfrentá-los mais cedo ou mais tarde. Assim ele procurou se aproximar de todos os que tinham algum conhecimento prático para repassar e que, ao mesmo tempo, tinham disponibilidade para aprender.

Bruce Lee é Chen Chao-an em A Fúria do Dragão (1972). Ao fundo
e no alto pode se ver a imagem do fundador do Judô, mestre Jigoro Kano.

Uma das suas primeiras descobertas nos EUA, fora das tradicionais artes marciais chinesas, foi o Judô japonês. Suas amizades com Jesse Glover, Fred Sato, Shuzo Chris Kato, Hayward Nishioka, Wally Jay e Gene LeBell, contribuíram para que Bruce Lee absorvesse o que era útil e descartasse o que fosse inútil dessa arte marcial, criada pelo mestre Jigoro Kano.

Bruce Lee e sua rica biblioteca particular.

No detalhe, algumas obras sobre Judô na biblioteca de Bruce Lee.

Em sua biblioteca particular, Bruce Lee colecionava livros sobre as mais diversas artes marciais e dentre os que mais consultava, eram as obras sobre o Judô.

Bruce Lee arremessando um colega da faculdade de Washington, 
onde também treinou Judô, em meados de 1960.

Bruce Lee, de Judô gi, sendo arremessado desta vez.

Vamos então conhecer um pouco de cada um dos praticantes, professores e mestres de Judô que contribuíram para que Bruce Lee começasse a se desenvolver como um artista marcial dos mais completos e influentes até hoje.

- Jesse Glover (15/10/1935 - 27/06/2012) - O primeiro aluno de Bruce Lee nos EUA, foi o afro-americano, Jesse Glover. Através de Glover, na cidade de Seattle (Washington), Bruce Lee teve provavelmente o seu primeiro contato com a Suave Arte, ou Judô. Enquanto Bruce ensinava os princípios básicos do estilo exótico de Kung Fu, do Sul da China, conhecido como Wing Chun à Glover, este por retribuição, instruía Bruce Lee nos fundamentos do Judô, no qual tinha alguma experiência por  ter participado de competições inter colegiais. 

Bruce Lee e Jesse Glover em 1959. Glover foi seu primeiro aluno e
seu primeiro instrutor de Judô nos EUA.

Bruce Lee projeta Jesse Glover com um golpe de Judô.

Bruce Lee e Jesse Glover treinando Wing Chun Kung Fu.

Após a morte de Bruce Lee, Glover se manteve no ensinamento tradicional do Wing Chun aprendido com Lee, mas posteriormente desenvolveu seu próprio método a que chamou Gung Fu Non-Classical (Kung Fu Não Clássico). Glover nunca se considerou representante do Jeet Kune Do (Caminho do Punho Interceptador), o método criado por Bruce Lee.

- Fred Tatsuo Sato (19/09/1927 - 17/04/2017) - Fred Sato foi jogador, professor e treinador de futebol americano, além de lutador de Wrestling e faixa preta em Judô, em Seattle,  cidade onde nasceu. Sato se tornou um dos mais respeitados professores da Seattle Dojo a partir de 1953, quando começou a lecionar. 

Fred Sato é o segundo, ajoelhado, da esquerda para a direita.

A tradicional academia de Judô onde se formou Fred Sato, o Seattle Dojo.

A Seattle Dojo é uma escola tradicional fundada no início do século XX, por imigrantes japoneses. Bruce Lee veio a conhecer Fred Sato por intermédio de um dos seus alunos de Wing Chun, provavelmente Jesse Glover. Lee obteve algumas instruções de Judô por Fred Sato em meados da década de 1960.

- Shuzo Chris Kato (08/12/1926 - 07/02/2012) - Chris Kato era faixa preta de Judô 7º Dan e foi campeão nacional dos EUA, em 1957. Kato treinou Judô por 60 anos e ensinou por 43 anos. Nas fotos em que se vê Bruce Lee vestido com um kimono (Judô gi) e uma faixa preta na cintura, seriam da época em que ele treinava regularmente no clube da Universidade de Washington, em Seattle, onde cursava Filosofia e treinava Judô sob a instrução do professor Shuzo Chris Kato. 

Chris Kato é o terceiro ajoelhado, da esquerda para a direita.

Bruce Lee (portando uma faixa preta) em pé ao centro, ladeado à sua esquerda
 pelo professor de Judô do Clube da Universidade de Washington, em
Seattle, sensei Shuzo Chris Kato.

Shuzo Chris Kato na velhice.

Porém, não há uma confirmação oficial através de um diploma ou documento qualquer que comprove o 1º Dan de faixa preta em Judô de Bruce Lee. Mas creio que seria impossível o professor de Judô, Shuzo Chris Kato, permitir que ele ostentasse uma faixa preta sem merecer, para um registro fotográfico de seu dojô.

- Hayward Nishioka (Nascido em 1942) - Aprendeu a Suave Arte com seu padrasto, Dan Oka, a partir dos 13 anos. Foi campeão de Judô nos Jogos Pan-Americanos pelos EUA, em 1967, e ganhou cinco campeonatos nacionais consecutivos de 1965 a 1970, sendo também eleito como o melhor lutador e instrutor de Judô por duas vezes pela revista Black Belt.

O jovem campeão de Judô, Hayward Nishioka.

Sobre Bruce Lee, Nishioka disse: "Ele foi a pessoa mais rápida que já vi. Ele era um rei na área. E ele sabia disso. Ele (Bruce Lee) tinha a mesma coragem dos americanos. Os americanos diziam: sou arrogante e vou lhe mostrar por que eu posso fazer isso. Eu sou bom."

Bruce Lee e Hayward Nishioka na década de 1960.

Nishioka costumava ir à casa de Bruce Lee uma vez por mês para treinar, ensinar e aprender. Bruce Lee teria declarado certa vez a Nishioka: "O Judô é o mais próximo da coisa real, não como o Karatê e o Aikido. No Karatê não há contato e no Aikidô, todo o ataque é pré-arranjado. Mesmo que você se torne bom na arte, você realmente não sabe se a técnica funcionará ou não numa situação real. Sinto muito pelos alunos que treinam tanto por muitos anos, mas questionam sua eficácia em um verdadeiro confronto nas ruas."

Nishioka e Lee, amigos e parceiros de treino.

Continuava Bruce dizendo a Nishioka: "Mesmo que o Judô não tenha certas técnicas, como socar ou chutar, pelo menos ele tem bastante contato corporal. Quando você se atraca ou luta com um cara, você sabe que está funcionando. É isso que desenvolve sua confiança."

Hayward Nishioka na velhice.

Hayward Nishioka foi um dos raros lutadores que venceu Rickson Gracie numa luta não oficial de Judô aplicando um perfeito Uchi Mata, quando este foi visitá-lo em sua academia nos EUA em 1987. Nishioka estava com 47 anos e Rickson com 29 anos. Rickson Gracie, atualmente com 62 anos, nunca admitiu que fosse derrotado uma única vez.


- Wally Jay
(15/06/1917 - 29/05/2011) - Fundador da escola Small Circle Jujitsu, era 6º Dan em Judô e 10º em Jujutsu. Wally Jay foi indicado por duas vezes no Hall da Fama da revista Black Belt. Descendente de chineses, aos 11 anos começou a treinar boxe, e em 1935 iniciou seu aprendizado no Jujutsu e posteriormente se formou também em Judô. 

Wally Jay, descendente de chineses e mestre do
Jujutsu e Judô japoneses.

Bruce Lee recorreu as técnicas revolucionárias do 
Small Circle JuJitsu de Wally Jay.

Bruce Lee procurou por Jay em 1962, acompanhado de James Yimm Lee (seu discípulo), querendo aprender algumas técnicas do Small Circle Jujitsu e Judô para adicioná-las de modo efetivo ao Jeet Kune Do que seria desenvolvido futuramente. O princípio fundamental do Small Circle Jujitsu seria a ação do pulso "bidirecional". Em 1969, Wally Jay foi escolhido pela revista Black Belt, como o "Sensei do Ano".

- Gene Lebell (Nascido em 09  de outubro de 1932) - Artista marcial norte-americano polêmico, instrutor, lutador profissional, dublê e ator, nascido em Los Angeles, Califórnia. Gene Lebell, hoje aposentado, é 9º Dan em Jujitsu e Taihojutsu e 9º Dan em Judô. Quando criança começou a treinar wrestling e boxe sob influência da mãe, que era promotora de esportes de luta.

Após obter a sua primeira faixa preta no Judô nos EUA, foi ao Japão treinar no respeitado Kodokan. Em 1955, conquistou o Campeonato Nacional de Judô nos EUA, aos 22 anos.

O multi-campeão do Judô e vale-tudo,  o jovem Gene LeBell.

Em 1963, Lebell (30 anos) aceitou o desafio do boxeador profissional e campeão, Milo Savage (39 anos) que também tinha alguma experiência em wrestling amador, mas não sabia a diferença entre Karatê e Judô. Lebell (com 30 anos) o derrotou no quarto assalto aplicando um harai goshi e um mata-leão, fazendo seu adversário dormir. Conhecido também como "Judô LeBell" e "padrinho do grappling", ficou também famoso por competir com um kimono de tom rosa em um torneio no Japão.

Momento da luta entre Gene LeBell e o boxeador Milo Savage.
Foi fácil para Judô LeBell.

Grappling pode ser traduzido como "agarre", "apresamento" ou "captura". LeBell é diretamente responsável por popularizar o grappling nos círculos de luta profissional  e é considerado um dos precursores das artes marciais mistas modernas.

Gene Lebell chegou a ser desafiado pela família de lutadores do grande patriarca do Jiu-Jitsu brasileiro, Hélio Gracie. Os Gracie queriam uma luta entre Lebell e Rickson Gracie, que divulgava o Jiu-Jitsu brasileiro e desafiava lutadores de estilos variados nos EUA, na década de 1980/90. LeBell estava próximo dos 60 anos e Rickson Gracie aproximadamente com 27 anos. Uma grande diferença de idade. LeBell recusou a proposta de luta com Rickson, 33 anos mais jovem, mas propôs lutar com o mestre Hélio Gracie, que já estava com 80 anos. Os Gracie aceitaram desde que LeBell caísse de peso, de 90kg para 63,5kg, o peso de Hélio Gracie na ocasião. Para LeBell seria difícil, naquela altura, perder tanto peso. O interessante é que Hélio Gracie sempre se fez notar justamente por enfrentar lutadores mais altos, fortes e mais pesados. Assim a luta tão esperada não ocorreu.

Bruce Lee (Kato) desfere uma cutilada em Gene LeBell (gangster)  
em um episódio de O Besouro Verde (The Green Hornet, 1966-67).

Lebell trabalhou em mais de 1.000 filmes, programas de TV e comerciais como dublê ou como ator. Atuou como "bandido" em três filmes de Elvis Presley e em alguns capítulos da série de TV, O Besouro Verde (The Green Hornet - 1966--67), onde conheceu Bruce Lee que fazia o papel de Kato, o parceiro do Besouro Verde; e na série Ironside (1967), na qual Lee e Lebell participaram como convidados e se enfrentam (Judô vs Kung Fu).

Kato (Bruce Lee) golpeia o gangster (Gene Le Bell) pelas
costas em outro episódio de O Besouro Verde (The Green Hornet, 1966-67).

Durante a convivência no set de O Besouro Verde, inicialmente houve um estranhamento entre os dois, alguns relatos apontam um incidente em que LeBell "pega" Bruce Lee de surpresa e o levanta sobre os seus ombros. O jovem Bruce Lee teria ficado irado e ameaçou LeBell, que levou tudo na brincadeira. Logo após se tornaram grandes amigos e Bruce Lee passou a procurar LeBell para aprender as famosas técnicas de grappling.

Bruce Lee (Kung Fu) enfrenta Gene LeBell (Judô) num episódio da 
série de TV, Ironside, em 1967.

Aquela representação mal vista pelas fãs de Bruce Lee em "Era Uma Vez em Hollywood" de Quentin Tarantino, é entendida por muitos como uma versão do que teria ocorrido no incidente entre Bruce Lee (Mike Moh) e LeBell ou Cliff Both (Brad Pitt) no set de O Besouro Verde. Nunca saberemos, mas LeBell sempre elogiou e respeitou Bruce Lee e nunca quis desmerecer sua imagem. 

LeBell declarou certa vez em entrevista: "Bruce e eu tínhamos um vínculos com as artes marciais e reuníamos com frequência. Nós treinamos cera de 10 a 12 vezes na casa dele na Chinatow de Los Angeles e em minha casa. Embora ele parecesse interessado nas técnicas de grappling, ele acreditava que não eram comercialmente atraentes para as telas. Bruce era um sujeito divertido, conhecedor e muito bom no que fazia. As pessoas podem se perguntar o quão bom ele era como artista marcial, bem, como eu já disse, ele foi o melhor em seu tempo. Bruce desenvolveu e executou o seu próprio estilo de Kung Fu e muitos dos caras tradicionais não gostaram, porque ele rompeu com a tradição chinesa. Eu sei o que é isso porque tive o mesmo problema quando tentei melhorar diferentes artes marciais, mudando as coisas para melhor. Acredito que sempre que você puder ter uma mente aberta e aprender algo novo, adicionando-o ao seu repertório, é uma boa coisa. Isto tornará você e seus alunos mais capacitados."

Bruce Lee, o Judoka!

Espero que tenham gostado deste estudo sobre os principais professores e mestres de Judô que contribuíram para a evolução espantosa de Bruce Lee como artista marcial. Seu legado está mais vivo do que nunca, 47 anos após sua passagem. Walk On!

Eumário J. Teixeira.

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

GALERIA BRUCE LEE - IV

Mais uma Galeria de fotos de Bruce Lee. Desta vez, selecionei registros de seus chutes voadores em O Dragão Chinês (The Big Boss), de 1971.

Em alguns destes saltos Bruce Lee (contrariado) utilizou, por exigência do diretor Lo Wei, uma cama elástica visando maior dramatização no confronto final entre Cheng Chao-an (Lee) e o "Chefão", Hsiao Mi (Yin-Chieh Han).

Porém, Bruce Lee demonstra toda a sua técnica e explosão muscular em alguns saltos de beleza estética ímpar e de forma natural, sem necessidade de truques de filmagem, em cenas do próprio filme ou em fotos promocionais para o mesmo.

De qualquer forma, as imagens ficaram imortalizadas na memória dos fãs do Pequeno Dragão. 

Você poderia dizer em quais saltos foram utilizados ou não a cama elástica?

Conta-se que em algumas destas tentativas de salto, Bruce Lee torceu gravemente um pé ao "aterrissar", tendo que finalizar as filmagens da luta com Yin-Chieh Han com o tornozelo enfaixado, sem poder assim,  se movimentar adequadamente.

Mas ninguém percebeu, não é mesmo? Espero que apreciem!
















Por Eumário J. Teixeira.