A Balada de Bruce Lee (Letra e música de Robert
Lee)
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Após o amanhecer do nascimento da arte do Dragão
No alto das colinas de San Francisco
A vida mostrou como a lenda nasceu
A este mundo veio o Pequeno Dragão Bruce Lee
Suas mãos e pés eram rápidos, fortes e
poderosos
Foi fácil para ele ganhar a aclamação do mundo
Pois ele era forte e sua vontade inabalável
***
Em sua busca pela verdade encontrou as ferramentas
para o JKD (Jeet Kune Do)
Muitas horas ele passaria num dia
Tentando encontrar um Caminho melhor
A este mundo veio o Pequeno Dragão Bruce Lee
Suas mãos e pés eram rápidos, fortes e
poderosos
Foi fácil para ele alcançar a fama mundial
Pois ele era forte e sua vontade inabalável
***
Poucas pessoas sabem o que ficou para mim
Seus poemas, artes e sua filosofia
Mas como um relâmpago agora ele se foi
Mas eu sei, sua memória continuará viva
A este mundo veio o Pequeno Dragão Bruce Lee
Suas mãos e pés eram rápidos, fortes e
poderosos
Foi fácil para ele alcançar a fama mundial
Pois ele era forte e sua vontade inabalável
***
Robert, agora na terceira idade, ainda se diverte com música e
atualmente compõe, grava e produz trabalhos para outros músicos e toca em seu
próprio estúdio, na sua casa em Los Angeles. Eventualmente toca para os amigos
e familiares em reuniões.
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Bruce Lee por volta de 1962 ostentando o LP 'Blue Hawaii', de Elvis Presley.
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O Rei do Kung Fu e o Rei do
Rock – Na sua adolescência em Hong Kong é sabido que Bruce Lee tinha sua
gang, na verdade um grupo de amigos próximos que frequentemente se metiam em
encrencas com grupos rivais. E como todos jovens na metade dos anos de 1950, em
quase todo o mundo civilizado, curtiam o cinema e principalmente os filmes dos
“rebeldes” James Dean, Marlon Brando e Elvis Presley. Esses três astros
influenciaram toda uma geração através de suas personagens rebeldes, geralmente
sem causa, com seus blusões e calças negras de couro em combinação com suas
atitudes agressivas, portando seus canivetes e correntes pelas ruas dos
subúrbios obscuros, perseguindo e sendo perseguidos em bandos a pé ou em alta
velocidade com suas motocicletas ou carros adaptados e envenenados. Era a era
de ouro do Rock & Roll raiz, liderado por Elvis Presley, Chucky Berry,
Little Richard, dentre outros.
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Bruce Lee na adolescência em meados da década de 1950, influenciado pelos ícones James Dean e Marlon Brando. |
É certo que Bruce Lee apreciava a música de Elvis Presley, há uma foto
dele em meados da década de 1960, já nos EUA, exibindo o LP Blue Hawaii (1961) do
“rei do rock”.
Bruce Lee chegou nos EUA em 1959 e por lá permaneceu até retornar
definitivamente para Hong Kong em 1971, onde permaneceu até sua morte precoce
em 1973. Neste tempo em que se desenvolveu como artista marcial e ator na América,
ele nunca chegou a conhecer Elvis Presley. Apesar de terem muitos amigos em
comum, como o mestre de taekwondo, Jhoon Rhee; Ed Parker, considerado o “pai do
karate americano”; Jim Kelly, faixa preta de Karate que contracenou com Lee em
Operação Dragão (Enter the Dragon - 1973) e Mike Stone (o campeão de karate que
“roubou” Priscilla de Elvis), os dois “reis” nunca chegaram a se encontrar.
Robert Lee, o irmão caçula de Bruce, comentou certa vez, em entrevista
recente: “Até onde eu sei, Bruce nunca teve a chance de se encontrar com Elvis.
Tenho certeza que ele gostaria. Acho que todos gostariam de sair com o rei.”
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Foto falsa, uma montagem bem feita que simula o encontro entre o rei do Kung Fu e o rei do Rock. |
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Outra que foto montagem que circulou pela internet, do encontro que nunca aconteceu entre Bruce e Elvis. |
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Outra foto maldosa e fake em que reuniram Jim Morrison, Jimi Hendrix e Bruce Lee. |
Apesar de Bruce e Elvis nunca terem se encontrado, as redes sociais
deram um jeitinho para mudar a história. Algumas montagens circularam pela internet
“oficializando” um suposto encontro que nunca ocorreu.
De qualquer maneira, não se pode dizer que Bruce Lee fosse um roqueiro
convicto, mas ele certamente respeitava o rei do rock.
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Bruce Lee e figurantes durante um intervalo das filmagens de O Voo do Dragão (The Way of the Dragon - 1972) tiram um som descontraído... |
Guantanamera Estilo Chinês – Anders
Nelsson, um norte-americano que migrou para Hong Kong ainda criança com a
família, era um guitarrista amigo de Robert Lee (irmão de Bruce que era músico)
e tinha participado como figurante e dublê no filme O Voo do Dragão (The Way of
The Dragon – 1972).
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Para Anders Nelsson o pior não foi a pancada do nunchaku de Bruce Lee, mas sim repetir "Guantanamera" 17 vezes... |
Uma das lembranças que sempre perseguiu Nelsson foi o acidente com o
nunchaku que era manejado por Bruce Lee numa cena de ação num beco. Todos os
dublês ou figurantes tinham a marcação de sua movimentação durante a cena de
luta em questão. Quando chegou a vez de Nelsson avançar por trás de Lee, ele
foi um pouco além e o nunchaku atingiu seu rosto. Ele não se feriu gravemente,
mas foi um belo susto.
Outra lembrança de Anders foi que durante os intervalos de gravação de
O Voo do Dragão, Bruce Lee se reunia numa roda com os atores e figurantes para
se descontrair cantando e tocando algumas músicas. Bruce Lee sabendo que Anders
era músico, pediu que ele tocasse a música “Guantanamera”, um clássico da
música cubana, com letra de autoria de José Martí e música de Joseito
Fernandez, de 1920. As versões mais famosas de “Guantanamera” foram com o grupo
Sandpipers, Trini Lopez, e dos cubanos Compay Segundo e do grupo Buena Vista Social
Club.
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| O texano Trini Lopez fez boa versão de "Guantanamera". |
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| The Sandpipers também fez uma ótima versão para o hit latino-americano. |
Não faço ideia de qual seria a versão preferida de Bruce Lee para
“Guantanamera”, mas apostaria nas versões do trio norte-americano Sandpipers e
do texano Trini Lopez.
O problema foi que Bruce Lee pediu que repetissem essa música por 17
vezes, o que foi mais traumático para Anders Nelsson do que a pancada de
nunchaku lhe aplicada por Lee.
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Paul McCartney e Wings, um som muito legal. Bruce pode ter curtido essa banda também. |
Lee & Wings – Li em
algum artigo, mas não me lembro mais quando e qual foi a fonte, um comentário
de alguém próximo a Bruce Lee, que nos seus últimos três anos de vida, ele curtiu
os discos da banda Wings, de Paul McCartney (ex-Beatle). Seria bem possível, pois
a banda fazia um pop rock bem agradável e relaxante. Bruce Lee parecia ser
muito eclético em termos de música, como demonstrava ser em relação às artes
marciais, absorvendo o melhor de cada gênero musical.
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Trabalhos de Paul McCartney e Wings, em meados da década de 1970. |
Interessante frisar que Paul McCartney & Wings lançaram o disco de
estréia, ‘Wild Life’, em 1971; e a seguir foram lançados ‘Red Rose Speedway’ e
o excelente, ‘Band On The Run’, em 1973, ambos no ano da morte de Bruce Lee.
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| Bruce não era músico, mas certamente apreciava a boa música... |
A Música Favorita de Bruce Lee
– Qual era a música favorita de Bruce Lee? Segundo sua ex-esposa e viúva, Linda
Lee Cadwell, seria “And When I Die”, composta pela cantora e compositora
norte-americana Laura Nyro. Essa música foi gravada pelo trio vocal ‘Peter,
Paul & Mary’ em 1966, mas foi na versão de ‘Blood, Sweat & Tears’
(1968) que essa música alcançou repercussão internacional. Laura Nyro gravou
sua própria versão em 1967. “And When I Die” foi uma das músicas tocadas no
velório e enterro de Bruce Lee em Seattle, após seu corpo chegar de Hong Kong,
numa cerimônia restrita a parentes e amigos mais próximos. O interessante é que
apesar do tema mórbido, a música é divertida e animada.
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| Laura Nyro e Blood Sweat & Tears. |
A letra traduzida do inglês de “And When I Die”:
E QUANDO EU MORRER (And When I Die)
Escrito por Laura Nyro
Vem
do álbum de Laura Nyro, "More Than a New Discovery".
Originalmente
publicado pela Verve Folkways, em fevereiro de 1967.
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E quando eu
morrer,
E quando eu
estiver morto, morto e enterrado,
Haverá uma
criança nascida
E um mundo
para continuar...
Continuar...
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Eu não tenho
medo de morrer
E eu
realmente não me importo.
Se é paz que
você encontra morrendo,
Bem, então
que hora esteja próxima.
Se é a paz
que você encontra na morte,
Quando a
hora de morrer estiver próxima,
Apenas cubra
meu caixão,
Porque
estará frio lá embaixo...
Ouvi dizer
que é frio lá embaixo...
Sim, muito
frio lá embaixo.
E quando eu
morrer,
E quando eu
me for,
Haverá uma
criança nascida
E um mundo
para continuar,
Continuar.
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Meus
problemas são muitos,
Eles são tão
profundos quanto um poço.
Eu juro que
não há céu,
Mas eu rezo
para que não haja inferno.
Juro que não
há céu,
E rezo para
que não haja inferno;
Mas eu nunca
saberei vivendo,
Só a minha
morte dirá...
Então só a
minha morte dirá...
Sim, só a
minha morte dirá.
E quando eu
morrer,
E quando eu
me for,
Haverá uma
criança nascida
E um mundo
para continuar,
Continuar.
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Me dê minha
liberdade
Quando eu
for.
Tudo que eu
pedi em vida
É que não
tivesse correntes em mim.
Tudo que eu
pedi em vida
É não
tivesse correntes em mim,
E tudo que
eu peço ao morrer
É poder ir
naturalmente.
Só quero ir naturalmente...
Não quero ir
pelo diabo,
Não quero ir
pelo demônio,
Não quero ir
por Satanás,
Não quero
morrer inquieto.
Apenas
deixe-me ir naturalmente.
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E quando eu
morrer,
E quando eu
me for,
Haverá uma
criança nascida,
Vai nascer
uma criança...
Quando eu
morrer...
Vai nascer
uma criança...
Quando eu
morrer...
Fãs Roqueiros que homenagearam Bruce Lee -
Alguns músicos e roqueiros famosos também revelaram sua admiração pelo Pequeno
Dragão.
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Peter Gabriel encarnando Hai Tien, o personagem de Bruce Lee em O Jogo da Morte (The Game of Death - 1978). |
Peter
Gabriel, fundador da banda de rock progressivo, Gênesis, já apareceu nos palcos
no final da década de 1970, vestido com
uma réplica do famoso macacão amarelo usado por Bruce Lee no filme 'O Jogo da
Morte' (1978).
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O baterista Topper Headon, do The Clash, não escondia sua idolatria por Bruce Lee. |
O mesmo fez,
Topper Headon, baterista da banda punk, The Clash. Frequentemente se exibia com
um nunchaku, com uma réplica do macacão amarelo ou com alguma camiseta com estampa
da figura de Bruce Lee.
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Sting usando uma camiseta com a estampa de Bruce Lee no Jogo da Morte. |
Sting, vocalista
e baixista, fundador do grupo de pop rock, The Police, foi flagrado com uma
camiseta estampada com a imagem de Bruce Lee no filme O Jogo da Morte.
Bandas que usam o nome de Bruce Lee – Algumas
bandas contemporâneas têm o nome “Bruce Lee” em suas denominações.
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| 'The Bruce Lee Band', uma banda muito conhecida... |
- Uma delas
é a ‘The Bruce Lee Band’. Sem aparentemente ter algum vínculo com a filosofia
de Bruce Lee ou com as artes marciais, é uma banda norte-americana,
precisamente da Califórnia, que toca ska, música acústica e pop rock.
A banda
chegou a se apresentar como ‘B. Lee Band’, para evitar complicações legais pelo
uso indevido da propriedade do nome Bruce Lee.
O próprio
Robert Lee (irmão de Bruce Lee), que era gerente da fábrica de cds responsável
pela prensagem dos discos da banda, alertou ao grupo quanto ao perigo de
processo de estarem usando o nome e a imagem de Bruce Lee que a essa altura já
era protegidos por direitos autorais acionados pela família Lee nos EUA.
Os fundadores de ‘The Bruce Lee Band’ são Mike
Spark, Jeff Rosenstock, Kevin Higuchi e Dan Potthast. A banda iniciou
seus trabalhos a partir de 1995 a 2005, retornando em 2009.
‘The Bruce
Lee Band’ já lançou sete cds, desde o começo em 1995:
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| Capas dos cds da 'Bruce Lee Band'. |
The Bruce Lee Band (1995); Beautiful
World (EP 2005); Community Support Group (EP 2014); Everything Will Be Alright My
Friend (2014); Rental!! Eviction!! (2019); Division in the Heartland (EP 2021); e One Step
Forward, Two Steps Back (2022).
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'Who Killed Bruce Lee', uma banda libanesa que mudou-se para a Alemanha. |
- Outra
banda que utiliza o nome de Bruce Lee é a ‘Who Killed Bruce Lee’. A banda é de
Beirute, no Líbano e foi formada em 2009. Posteriormente a banda migrou para a
Alemanha.
O som da
banda é uma mistura de rock libanês, indie rock, dance rock, electro rock e
electro punk.
Seus
fundadores foram Wassim Bou Malham, Hassib Dergham, Pacal Sarkis e Malek Rizkallah.
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| Trabalhos da banda 'Who Killed Bruce Lee'. |
'Who Killed Bruce Lee' lançou dois cds: Who Killed Bruce Lee, EP em 2012; e Distant Rendezvou, em 2016; além dos
singles “Room for Three” (2014), “Elvis” (2015), “Gypsy King” (2015) e “Born
Addicted” (2016).
Aos poucos o
som da banda se tornou mais pesado, com guitarras e sintetizadores adicionados
ao groove já dançante e característico.
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Bruce Lee e amigos curtindo um som de uma banda numa festa em Hong Kong, no início dos anos de 1970. |
Espero que
tenham apreciado esse trabalho. Caso consiga mais informações sobre os gostos
musicais do Pequeno Dragão, adicionarei à essa postagem. Abraços e Walk On!
Por Eumário J. Teixeira.